sábado, 27 de agosto de 2011

Que assim seja...

“Que setembro venha com bons ventos,
que me traga sorte e amor,
que não me deixe sofrer, por favor.”

(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E quando a gente escreve...

[...]

Então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia - no papel. Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora.

Caio Fernando Abreu



Postado por Tamiles Paixão

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


E a gente tem que ter cuidado e nunca dizer "eu nunca faria isso" porque podemos involuntariamente fazer. Tiro isso de mim. Falava que nunca ia fazer que nunca iria passar por uma determinada situação e olha eu aqui, passando... É muito foda isso. Mais o que a gente pode fazer é dar a volta por cima e cuidar para que não se repita. Porque a gente pode errar uma vez, mas duas vezes já é burrice. Não adianta insistir numa coisa que a gente já sabe como vai terminar, que a gente sabe que vai machucar. Mais ainda...


Postado por Tamiles Paixão


O problema é que a gente sonha demais, ama demais, confia demais, se entrega demais.

Resumindo, se FODE demais.



Postado por Tamiles Paixão.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!"



Chico Xavier



Postado por Tamiles Paixão

sábado, 29 de janeiro de 2011

É por vc..

"Guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo".

Caio F. Abreu.

É madrugada e ela não tem sono. Está tudo escuro, silêncio, e então ela deixa ele entrar. Só consegue pensar no menino que diz as coisas mais lindas e difíceis de acreditar que ela já conheceu na vida. Ela nem lembrava mais como tudo tinha começado, só sabia que era uma alegria despretensiosa, simples e bem vinda. Devagarzinho o menino foi ganhando um espaço aqui, outro ali. Mais se era bom e do bem, era super bem vindo. Mas ela, vejam só, conseguiu estragar tudo. A menina boba conseguiu estragar o que poderia ser a coisa mais linda que ela já teve. E o que era simples e bom agora virou complexo e triste. Ela baixou a guarda em pelo menos três centímetros, e com isso acelerou todo o processo e ainda teve a ousadia de colocar sentimentos. É quando tudo fica mais importante, intenso, indispensável e dolorido. É uma barreira que nem todo mundo está disposto a enfrentar. Ela não sabe se o menino quer enfrentar. Então com os olhos fechados ela implora que alguém cresca mais que o menino, que ficou gigante demais para caber dentro dela. A vida anda, a catraca gira e todo mundo vai passando. O sono tá chegando e ela decide por hora não se importar. Uma lágrima cai e os olhos se fecham. Boa noite...


Postado por Tamiles Paixão

...

“Se eu, se você gostar de mim... E como saber se é o amor certo, o único? Tanto é o poder errar, nos enganos da vida... Será que você seria capaz de esquecer de mim, e, assim mesmo, depois e depois, sem saber, sem querer, continuar gostando? Como é que a gente sabe?”

(Nenhum, nenhuma/ Primeiras Estórias – João Guimarães Rosa)



Postado por Tamiles Paixão